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Oliveira passa em frente ao seu primeiro estúdio, na rua da igreja. Foto: Carlos Osório (2013).

Rua 5 de outubro, vista a partir da Casa Inglesa. Foto: postal ilustrado de António Passaporte da coleção particular de Manuel Mendonça.

Estúdios Oliveira

Primeiro estúdio

 

Após a experiência de cerca de sete anos com os seus mestres, Francisco Oliveira estabeleceu-se por conta própria com apenas 22 anos, na rua da Igreja, n.º 23, 1.º andar, em 1940.

 

Era um estúdio bem situado por detrás da igreja matriz de Portimão e tinha boas condições para o sucesso do negócio. A câmara escura era ampla e apesar de não possuir a iluminação ideal, ali se manteve durante nove anos a fazer retratos de estúdio e reportagens de casamentos.

 

Nesta fase de arranque, Oliveira conseguia cumprir com os seus clientes sem a colaboração de nenhum empregado. Fazia sobretudo retratos, chegando os noivos a ir ao estúdio. Mais tarde vai fazer dezenas de casamentos na igreja matriz em frente.

Fotografia Oliveira

 

Na rua 5 de outubro, n.º 18 em Portimão,  Francisco Oliveira vai estabelecer-se em 1949 até aos nossos dias, embora tenha deixado de realizar trabalhos fotográficos a partir de 2003, após um assalto.

 

Esta importante artéria da cidade que liga a igreja matriz à Praça Manuel Teixeira Gomes, atraiu de vários ramos de negócio: ourivesaria, restauração, penhores, cafetaria, automóveis, papelaria, livraria, belas artes, tipografia, advocacia e sobretudo fotografia (Oliveira, Borlinha, Francisco Santos e Fotografia Santos e Dias. A oferta de alojamento na Pensão (mais tarde estalagem e atualmente hotel) Globo e na Pensão Algarve/Enxerto, e serviços públicos como os CTT e Caixa Geral de Depósitos garantiam um movimento de gentes fundamental para o comércio durante mais de meio século.
 

Foi neste seu novo estúdio que Francisco Oliveira passou a ser o mestre Oliveira. Por ali passaram milhares de clientes, ali se revelaram milhares de negativos. Neste estúdio onde trabalharam três empregados, Oliveira vendia máquinas fotográficas, variados acessórios, postais, molduras e filmes; fazia serviço de laboratório a cores e p/b. Continuou a realizar reportagens de casamentos, baptismos, comunhões, publicidade, inaugurações, etc., para além dos retratos de pose e tipo-passe.
 

Depois de 2003, profundamento abalado com o assalto ao estúdio e sem as suas preciosas ferramentas de trabalho, Oliveira passou a aceitar apenas encomendas de impressões de fotografias de paisagem e de Portimão que fez ao longo dos anos 40-60. Os trabalhos vão sendo realizados pelo seu amigo de confiança Vitor Tempera, proprietário da FotoTempera.

Oliveira à porta do seu Estúdio nos anos 90. Foto: coleção particular de Manuel Mendonça.

Interior do estúdio Oliveira na rua 5 de outubro. Foto:Carlos Osório (2014).

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