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No edifício assinalado ficava o estúdio do Dias Fotógrafo, onde atualmente fica a estação dos CTT Manuel Teixeira Gomes. Foto: coleção particular de Manuel Mendonça.

Fonseca Dias publicitava o seu prémio nos cartões fotográficos. Foto: coleção particular de Manuel Mendonça.

Fotógrafo Aprendiz

O Dias Fotógrafo

 

Em 1933, completados os primeiros estudos e na impossibilidade de continuar a estudar, o jovem Francisco Oliveira foi ajudante de um dos mais importantes fotógrafos retratistas de Portimão: o Victorino da Fonseca Dias (1874-1959), cujo estúdio se situava no centro de Portimão. A sua clientela era sobretudo constituída por famílias mais abastadas da sociedade portimonense. 

Em Outubro de 1913, é premiado na Exposição Nacional das Artes Gráficas, em Lisboa. Dias colaborava pontualmente como correspondente de imagem na Ilustração Portugueza e na Revista ABC e a ele se devem raras imagens fotográficas do I Congresso Regional Algarvio de 1915, na Praia da Rocha, assim como a construção da ponte e ramal ferroviário Parchal-Lagos. Esteve ligado aos negócios da restauração, hotelaria e mobiliário. Na política destacou-se como ativo membro do Partido Republicano, chegando a ser vereador municipal pela maioria liberal em 1922, e em 1924 ocupou o cargo de vice-presidente do executivo camarário. A demolição do seu estúdio em 1945 vai dar lugar a uma moderna estação dos CTT, inaugurada em 1946. No opúsculo Fonseca Dias Um fotógrafo de Vila Nova de Portimão é possível conhecer melhor este pioneiro da fotografia no Algarve.

Oliveira trabalhou com o Dias numa passagem breve de cerca de meio ano, tendo sido este um dos seus primeiros contactos com o ofício da fotografia. 

Fotografia Santos

 

Desde 1907, na rua Miguel Bombarda, n.º 119, (atualmente rua Dr. João Vitorino Mealha) existiu a Fotografia Santos, propriedade da família Santos.

Luís Urbano dos Santos, conhecido fotógrafo e editor de postais de Portimão, Praia da Rocha e Loulé nos anos 20-30 do séc. XX, era igualmente proprietário de dois estúdios fotográficos e de uma mercearia com torrefação de café, a "Pérola de Portimão", situada ao lado do Palácio Sárrea Garfias, hoje edifício do TEMPO (Teatro Municipal de Portimão).

 

Da sua primeira mulher, Carolina Oliveira, teve três filhos: o Urbano Oliveira dos Santos, o Luís Urbano Oliveira dos Santos e a Julieta Oliveira dos Santos. O primeiro continuou o negócio ligado à fotografia e manteve aberto muitos anos e no mesmo edifício esta atividade como retratista, chegando a abrir uma sucursal em Silves. 

Urbano de Sousa Santos, seu filho, dará continuidade ao negócio ao lado da sua mulher, Leonor Santos, a primeira fotógrafa profissional de Portimão.

Ainda é possível ver, na calçada do passeio os vestígios do nome da loja e estúdio fotográfico.

À direita do palacete assinala-se a mercearia "Pérola de Portimão" do Luís Urbano dos Santos.Foto: coleção particular de Manuel Mendonça.

Cartão de sócio do GNIF de Urbano Oliveira dos Santos. Coleção particular de Manuel Mendonça.

Luís Urbano dos Santos, fotografado no estúdio Santos & Sousa de Portimão, do qual era sócio proprietário. Foto: arquivo pessoal de Luís Moleiro.

Foto-Cinema Santos

 

Na rua 5 de outubro n.º 29 (antiga rua da Guarda), funcionou durante vários anos um outro estúdio de fotografia num primeiro andar, o "Foto-Cinema", propriedade de Francisco Santos, irmão de Carolina de Oliveira, a primeira mulher de Luis Urbano dos Santos. Com ele trabalhava Francina Santos, sua esposa, que se encarregava especialmente do trabalho de retoque. 

 

Neste estúdio também Oliveira fez grande parte da sua aprendizagem como empregado até se estabelecer por conta própria em 1940.

 

Francisco Oliveira trabalhou cerca de sete anos com os Santos e com eles aprendeu as técnicas de iluminação, revelação e impressão de retratos.

Estúdio de Francisco Santos no cruzamento da rua 5 de Outubro com a rua João Vitorino Mealha, em Portimão. Foto: Carlos Osório.

Publicidade no "Comércio de Portimão" de 1934.

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